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Itaiense que vive na Tailândia relata momentos de pânico durante terremoto: “Parecia que o prédio ia desabar”

Itaiense que vive na Tailândia relata momentos de pânico durante terremoto: “Parecia que o prédio ia desabar”

A jovem Júlia Michelin, de 26 anos, natural de Itaí (SP) e atualmente morando em Bangkok, capital da Tailândia, viveu momentos de desespero durante o terremoto que atingiu a região na última sexta-feira (28). Residente no último andar de um prédio de 26 andares, ela contou que os tremores começaram de forma repentina, sem qualquer tipo de alerta prévio.

“Foi um susto muito grande, as paredes balançavam. Senti que nada do que eu fizesse poderia mudar ou controlar o que estava acontecendo. Parecia que o prédio ia cair a qualquer momento”, relatou Júlia.

Dentista e empresária do ramo de inteligência artificial voltada à odontologia, ela revelou que, no início, pensou estar passando mal, como se tivesse uma crise de labirintite. “Não sabia o que estava acontecendo. Saí correndo pelas escadas. Muita gente também estava descendo, e só então comentaram que se tratava de um terremoto”, disse.

Moradora de um condomínio localizado próximo a um rio, Júlia contou que era possível ver a água se agitando com a força do tremor. Cerca de cinco horas após o abalo, algumas torres do edifício foram liberadas por engenheiros, e ela pôde retornar ao apartamento. Nas redes sociais, a jovem compartilhou vídeos que mostram rachaduras e danos nas paredes de sua residência.

O tremor aconteceu por volta das 3h da manhã, no horário de Brasília. Júlia preferiu esperar o amanhecer na Tailândia para avisar seus pais no Brasil. “Eles ficaram preocupados, queriam saber se eu estava bem, se estava segura”, contou.

O terremoto

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar na sexta-feira (28) e foi sentido com intensidade na Tailândia e na China. Em Bangkok, os tremores provocaram pânico e danos em diversos edifícios, incluindo a queda de um arranha-céu em construção.

De acordo com o ministro da Defesa tailandês, Phumtham Wechayachai, oito pessoas morreram no desabamento. Equipes de resgate ainda atuam nos escombros, tentando localizar outras 110 pessoas desaparecidas.

Em outro prédio da capital, o impacto do terremoto foi tão forte que a água de uma piscina no terraço transbordou, formando uma espécie de cachoeira que descia pela lateral do edifício.

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